RMAI Ed.95 Remediação de Áreas Contaminadas

Destaque para a participação da OXI Ambiental na matéria de capa sobre Remediação

O país de agora. Com destaque no exterior frente ao tão alardeado crescimento econômico e claro protagonismo em fóruns ambientais globais, o Brasil desponta pelo mundo. E, Atualmente com iminência de eventos de grande porte, como a Copa do mundo, em 2014, e as olimpíadas de 2016, a necessidade de infraestrutura é latente. Para tanto, a remediação de ACs – Áreas Contaminadas ganha destaque como ferramenta imprescindível ao licenciamento de construções.

Além disso, a investigação de passivos ambientais é utilizada como fator decisivo em negociações comerciais, principalmente quando relacionada com a aquisição de imóveis e privatizações, visto que a responsabilidade e a obrigação da reestruturação recaem sobre os novos proprietários, como previsto na lei 13577/09.

Definida pela resolução n° 420 do CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente, de 28 de outubro de 2009, a atividade é considerada uma ação de intervenção que reabilita determinado espaço físico – desde que apresente riscos ao meio ambiente e à saúde humana – com a aplicação de técnicas que visam a remoção, contenção ou redução das concentrações de substâncias danosas.

Como órgão de referencia, a CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo contabilizou em dezembro de 2010, a existência de 3.661 Acs – entre postos de combustíveis, acidentes com fonte desconhecida, resíduos, indústria e setor comercial no estado.

Etapas de Remediação

De acordo com o Manual de Gerenciamento da CETESB – utilizado como base das principais empresas de remediação do país – para otimizar recursos técnicos e econômicos, a metodologia utilizada na gestão de uma AC baseia-se em estratégias sequenciais, em que a informação obtida or cada etapa é o embasamento para a execução posterior. Desta forma, tem se o seguinte esquema de ação.

Processo de Identificação

  • Definição da Área de Interesse
  • Identificação de áreas potencialmente contaminadas;
  • Avaliação preliminar
  • Investigação Confirmatória

Processo de Recuperação de Áreas Contaminadas

  • Investigação detalhada;
  • Avaliação de Risco;
  • Investigação para Remediação;
  • Projeto de Remediação;
  • Remediação;

 

Ainda com o intuito de esclarecer diferenças básicas, a companhia Ambiental faz as seguintes caracterizações

  • Áreas potencialmente contaminadas: aquelas onde ocorreu ou ainda existe o manejo de substâncias cujas características físico-químicas, biológicas e toxicológicas podem causar danos e/ou riscos aos bens a proteger;
  • Áreas suspeitas de contaminação: aquelas nas quais, durante a realização da etapa de avaliação preliminar, foram observadas falhas no projeto, problemas na forma de construção, manutenção ou operação do empreendimento, bem como indícios ou constatação de vazamentos e outros;
  • Áreas contaminadas: terreno onde há comprovadamente contaminação, confirmada por análises, que pode determinar danos e/ou riscos aos bens a proteger localizados na própria área ou em seus arredores.;

Oxidação Química

Na época de graduação em química, Juliano de Almeida Andrade percebeu a importância do trabalho de remediação de áreas contaminadas. Com o mestrado em química analítica pela Unicamp – Universidade Estadual de Campinas, centrado na tese “Otimização da Reação de Fenton visando aplicações na Remediação In-Situ e Ex-Situ de Águas Subterrâneas”, ele decidiu aprofundar conhecimentos no assunto e fundou, ao lado de Ricardo Gonçalves, a OXI Ambiental. Nossa habilidade em degradar uma diversa gama de contaminantes – através de oxidação – em curto prazo e com máxima eficiencia deve-se ao aprimoramento desenvolvido em laboratório do reagente de Fenton, uma das técnicas mais utilizadas nos Estados Unidos e em países da Europa”, reforça andrade. Segundo ele, todo o processo de remediação é feito in-situ, ou seja, na área de contaminação. Apenas o início do trabalho, conforme a metodologia da OXI, requer uma análise no LATIPA – Laboratório de Tecnologia, Inovação e Pesquisas Ambientais, onde se desenvolve uma estratégia para garantir que os processos a serem utilizados sejam otimizados para as condições especificas do local.
“O tratamento ex-situ requer a escavação ou bombeamento e a remoção da matriz contaminada para outro local, resultando em um aumento considerável dos custos do processo, além de ter a possibilidade de intensificar o risco às vias de exposição humana, como a inalação de vapores e de materiais particulados contaminados”, alerta.
“Com a remediação in-situ, além de não remover a matriz contaminada, também conseguimos diminuir os custos com remoção, transporte e disposição fina das matrizes contaminadas”, salienta.
De acordo com o diretor da OXI, outra importante vantagem da técnica de oxidação químicadiz respeito ao tratamento dado aos contaminantes, que serão degradados em compostos atóxicos, diferentemente das técnicas físicas, que apenas os transferem de um meio para para outro, mantendo-os na mesma forma física, química e tóxicologica, assim como estavam dispostos no ambiente antes de o tratamento ser executado.

“Um dos nossos principais diferenciais é a etapa de monitoramento. Não acompanhamos o andamento da reação dos compostos apenas no final da obra, mas monitoramos durante todo o processo e intensivamente por mais de um ano, para garantir a eficiencia do trabalho”, afirma.
Com trabalhos centrados, principalmente, em industrias e postos de combustíveis, Andrade cita como os fatores de maior influencia no trabalho de remediação o tamanho da área, a concentração de contaminantes e tipos, bem como as características do meio a ser trabalhado. “Apesar de possuir tecnologias que são, também, utilizadas no exterior, noto que o Brasil possui carência de mão de obra especializada”.
Para ele, este é um obstaculo a ser superado frente à impulsão de crescimento do setor nos últimos anos.

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